Alertado pelo Lawfare no continente, Rafael Correa pede asilo na Bélgica

Rafael Correa foi presidente do Equador por três mandatos seguidos, eleito pelo voto popular, de 2007 a 2017

Ao deixar o cargo elegeu um suposto “afilhado político” – o atual presidente, Lenín Moreno, a quem o próprio Correa passou a faixa presidencial em maio de 2017 – e uma emenda constitucional, aprovada dois anos antes, em 2015, que lhe possibilitava voltar a disputar novamente a presidência do Equador.

O ex-presidente equatoriano estava certo de ter criado a condição ideal para que o projeto político mais progressista, menos entreguista e neoliberal, perdurasse por mais alguns anos.

A certeza de Correa era tanta que, dois meses depois de entregar o cargo a Moreno, em julho de 2017, embarcou para a Bélgica, terra da esposa, Anne Malherbe Gosseline, para onde chegou até mesmo a transferir seu título eleitoral.

A ideia era viver lá até, por pelo menos, a próxima eleição presidencial, em 2021.

Correa foi traído pelo seu apadrinhado, que se vendeu aos EUA.

Está sendo acusado pelo poder judiciário equatoriano de ter participado do sequestro do seu opositor político, Fernando Marcelo Balda Flores (apoiado pelos EUA), que não apenas fez oposição entreguista, mas atentou contra o Estado.

Em 2015 Balda foi preso na Bolívia e deportado para o Equador, onde cumpria pena.

Vendido, Moreno articulou-se com os EUA para entregar Assanger (ex-agente da CIA) que vivia há cinco anos na embaixada equatoriana em Londres, se uniu a Balda, e pediu que o poder judiciário emitisse ordem de prisão a Correa, que pressentindo o Lawfare, diferente de Lula, pediu asilo à Bélgica.

Dessa forma, Correa pode articular uma oposição ao Estado aparelhado, e voltar a ser presidente do seu país.

Seja o primeiro a comentar